Enel inicia construção de usina solar na Bahia

A Enel, multinacional italiana de energia decidiu transformar o sol que incide principalmente no Nordeste em energia elétrica. A Enel informou que, por meio de sua subsidiária de energias renováveis Enel Green Power Brasil Participações (EGPB), iniciou a construção da usina solar Horizonte, em Tabocas do Brejo Velho, na Bahia.

O grupo Enel vai investir R$ 110 milhões em recursos próprios para a construção da usina que terá uma capacidade de instalada de 103 megawatts (MW) e, em operação, vai ter capacidade para gerar mais de 220 gigawatts/hora (GWh) por ano – o suficiente para atender o consumo de mais de 108 mil residências, com a redução de emissão de cerca de 129 mil toneladas de CO2 na atmosfera, segundo a companhia. A previsão é de a usina entrar em operação no segundo semestre de 2017.

A Enel explicou que a usina de energia solar terá contratos de 20 anos de fornecimento de energia, que preveem a venda da energia gerada por meio da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O grupo Enel informou que está construindo outros dois projetos de energia solar na Bahia: Ituverava (254 MW) e Lapa (158 MW). A usina Horizonte ficará localizado ao lado de Ituverava, o que permitirá que a EGPB otimize recursos tanto na construção quanto na operação dos dois projetos, que compartilharão a mesma infraestrutura de conexão.

A EGPB possui uma capacidade instalada total de 546 MW no Brasil, dos quais 401 MW são de energia eólica, 12 MW de energia solar fotovoltáica e 133 MW de energia hídrica. Além disso, a empresa tem 442 MW de projetos de energia eólica, 102 MW de hidrelétrica e 807 MW de energia solar em construção. O grupo Enel controla também a distribuidora de energia Ampla no Estado do Rio de janeiro.

Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/enel-inicia-construcao-de-usina-solar-na-bahia-20104105

Elektsolar inaugura centro de treinamento no Nordeste

Pará pode ser pólo de energia renovável

Fonte: https://www.diarioonline.com.br/noticias/para/noticia-379738-.html

Empresas dos segmentos de energia fotovoltaica e biomassa agora têm acesso a inéditas linhas de crédito para expansão e implantação de novos negócios. Esse recurso foi lançado, oficialmente, em julho após decisão do Conselho Deliberativo (Condel), da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Do pequeno até o grande empresário, a previsão é de que mais empreendimentos saiam do papel, melhorando a qualidade de vida da população, a partir da geração e distribuição de energia limpa, utilizando o sol abundante no Estado e os vastos recursos naturais. E também irá gerar mais emprego e renda, movimentando a economia paraense.

O Banco da Amazônia, por exemplo, por meio do FNO, está financiando até 60% dos projetos de energia renovável e disponibiliza, para o ano de 2016, o valor total de R$ 3,3 bilhões para a Região Norte, área de alcance do fundo. Os investimentos nos setores de infraestrutura, via Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) também envolvem projetos de geração de energia e podem ser acessados pelas empresas. “O setor energético é um dos que apresenta maior demanda por financiamentos, por conta dos investimentos necessários para sua implantação”, afirma o Superintendente da Sudam, Paulo Roberto Correia.

Desde 2012, esse tipo de financiamento estava vedado. Agora, a oferta é de condições especiais, com prazo para pagamento de até 20 anos, incluída a carência de até 4 anos, por se tratar de financiamento destinado a empreendimentos de infraestrutura. “A energia renovável é fundamental para o nosso desenvolvimento. São energias limpas. Esperamos que com essa liberação os projetos que estavam represados de investimentos comecem a sair”, completa Correia.

Para o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, é fundamental buscar alternativas de energia limpa, que possam aproveitar a energia paraense. “São oportunidades que se apresentam e que viabilizam novas frentes de empreendimentos”, afirma Helder. “Fico feliz de estar participando da construção de novas ações para o nosso Estado, motivando o setor empresarial e diversificando as atividades para que possam se instalar na região amazônica”.

CONDIÇÕES

Eder Silva é um microempresário paraense em Moju, onde é dono de uma pequena empresa de instalação de placas fotovoltaicas. Mais do que trabalhar com instalação, ele ambiciona ser um um distribuidor de placas e equipamentos. Para isso, precisa de recursos financeiros. Segundo ele, o potencial no estado do Pará para essa atividade é crescente. Mas faltava incentivo em linhas de crédito. “Tentei financiamentos em bancos privados, mas infelizmente não é nada fácil”, diz. Para o empresário, as linhas de financiamento abrirão caminhos para o desenvolvimento de vários projetos que dependem de boas condições para acontecer.

Biomassa pode virar produto para exportação

No Pará, além da energia solar, outra fonte geradora vem da biomassa. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biomassa e Energia Renovável e da empresa de consultoria Brasil Biomassa Celso Oliveira, o estado tem mais de 4,5 milhões de metros cúbicos de resíduos de biomassa que podem ser reaproveitados e transformados em energia para empresas. “O estado tem um grande potencial para gerar energia a partir de resíduos como madeira, bagaço de cana, açaí”, explica.

Essa geração pode abastecer o mercado interno, além de ser exportado. “Com linhas de financiamento como as oferecidas agora pelo governo via FNO, a tendência é que muitos projetos saiam do papel”, diz Celso.

A Brasil Biomassa iniciou em 2014 estudos de consultoria para produção industrial de pellets (bioenergia da madeira). O projeto da Usina Industrial de Wood Pellets, solicitado pela GF Indústria de Pellets, empresa com sede em maringá (PR), será implantado em Ananindeua, com capacidade de produção anual 72 mil toneladas e direcionada ao mercado de exportação. “O objetivo da usina é fornecer aquecimento residencial e industrial no Brasil, Estados Unidos e Europa, gerando empregos no Pará”, destaca Oliveira.

(Érica Ribeiro/Diário do Pará)

 

UEPB inicia estudo experimental para implantação de sistema solar fotovoltaico

 

A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) deu início a um estudo experimental que poderá transformar o consumo de energia elétrica em todas as suas dependências em um futuro próximo. A partir de uma parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi/Paraíba) a Instituição avaliará a possibilidade de implantação de um sistema solar fotovoltaico, que será capaz de gerar energia elétrica através da radiação solar.


Uma reunião realizada na tarde desta terça-feira (13), no Gabinete da Reitoria, em Bodocongó, entre o reitor Rangel Junior; o professor do Departamento de Física do Câmpus de Patos, Valdeci Mestre; e Newmark Carvalho, coordenador do Núcleo de Energia do Sesi, marcou a apresentação da proposta para implantação experimental dessa nova tecnologia no Câmpus VII. A escolha pela unidade localizada no Sertão deu-se por suas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do projeto.

De acordo com o reitor Rangel Junior, a partir da realização desse estudo de viabilidade e, sendo comprovada sua eficiência, será estabelecida uma política de investimento para que a partir do ano que vem esse projeto experimental possa ter início. Segundo o reitor, serão analisadas várias situações, desde o estudo do consumo de energia até o desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão voltados à tecnologia de transformação da radiação solar em energia elétrica.

“Vamos analisar todas as condições, estudar o que for referente ao consumo para servir de modelo para os outros câmpus. É preciso verificar as questões orçamentárias, para que de forma gradual possamos implantar esse sistema de energia limpa e renovável que servirá muito além do que diminuir o nosso consumo de energia elétrica. Um projeto como esse contribui no desenvolvimento da pesquisa dentro da Universidade, impulsionando a Instituição no que diz respeito ao avanço da tecnologia”, explicou Rangel Junior.

O professor do Departamento de Física do Câmpus de Patos, Valdeci Mestre, afirmou que o desenvolvimento de um estudo como esse trará inúmeros fatores positivos para a UEPB. Pesquisador do sistema solar fotovoltaico, ele destacou que com essa tecnologia a Universidade sairá mais uma vez na frente de outras instituições educacionais que investem em tecnologia de ponta. “Um projeto como esse é um estímulo para professores e alunos ampliarem ainda mais seus conhecimentos na área de tecnologia, além de estarmos contribuindo para o consumo consciente por utilizar um sistema de energia renovável”, disse.

Um dos responsáveis por iniciar o estudo experimental no Câmpus VII da UEPB, Newmark Carvalho destacou a grandeza do projeto e suas contribuições econômica, ecológica e acadêmica. “Esse projeto traz um impacto muito positivo para a UEPB. Ele abre linhas de pesquisa, já que podemos ter até 630 painéis de energia solar instalados no local e com a possibilidade de gerar energia elétrica por pelo menos 25 anos. Isso remete diretamente na redução de consumo atual e o uso de uma tecnologia livre de poluentes”, frisou.

 

 

Fonte: https://atarde.uol.com.br/economia/noticias/1782329-estado-da-bahia-se-destaca-em-leilao-de-energia-solar

Brasileiro cria startup na Nasa para gerar energia no espaço

Fonte: https://exame.abril.com.br/pme/noticias/brasileiro-cria-startup-na-nasa-para-gerar-energia-no-espaco

Na última semana, o brasileiro Alexandre Paris, 33 anos, encerrou mais um capítulo de sua carreira de uma maneira inesperada.

Em frente a uma plateia de mais de 700 convidados no Centro de Convenções Santa Clara, no coração do Vale do Silício, ele apresentou ao lado de um colega indiano e outro espanhol o projeto de sua primeira startup, a ReBeam, concebida ao longo das dez semanas do programa de verão da Singularity University, uma das mais prestigiadas instituições de inovação em todo o mundo.

Paris foi o único brasileiro selecionado para a turma de 2016, embora o Brasil só perca para os Estados Unidos em número de pessoas que já participaram dos cursos oferecidos pela entidade, segundo levantamento da própria Singularity.

Desde 2009, quando os programas foram lançados, 224 brasileiros participaram dos programas. Estar nesse grupo seleto de profissionais, por si só, já é uma conquista: no total, mais de 3 mil pessoas se inscrevem no curso todo ano, mas só 80 são selecionadas após um processo rigoroso.

“Em 2016, foi a primeira vez que eles exigiram a submissão de uma ideia de projeto”, contou Paris, em entrevista ao Estado. “Eu e mais dois colegas tivemos uma ideia juntos, mas só eu fui selecionado.”

É impossível descrever o tipo de profissional que tem mais chances na Singularity. Na turma desse ano, conta Paris, havia de cartunistas à cientistas especializados em nanotecnologia.

Para o brasileiro, sua formação e experiência em energias renováveis, além de sua vivência em diversos países, pode ter lhe ajudado a compor um perfil atraente para os recrutadores.
Aventura

Nascido em São Bernardo do Campo, no interior de São Paulo, Paris viveu a maior parte de sua vida na cidade de Santo André. Ele se formou em gestão ambiental e fez mestrado em tecnologia para células de combustível no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) da Universidade de São Paulo (USP).

Depois de trabalhar como consultor na área de sustentabilidade, ele embarcou em sua primeira aventura no exterior: mudou-se para a Alemanha para estudar a fundo o setor de energia.

“Aprendi alemão em quatro meses”, diz o brasileiro. “E acabei conseguindo um estágio no ministério alemão para o meio ambiente.”

A experiência foi útil para o brasileiro dar o passo seguinte na carreira: desde março de 2011, Paris trabalha como técnico no escritório dedicado à estudar as mudanças climáticas na Organização das Nações Unidas (ONU).

“Assim que cheguei, ganhei um passaporte sem nacionalidade”, relembra Paris. “E me disseram que não estava ali para representar meu país. Me identifiquei na hora.”

Nos últimos cinco anos, o emprego permitiu que ele morasse em Bogotá, na Colômbia, e também em ilhas do Caribe. Ele ajudou a criar centros de colaboração regional, que oferecem auxílio a governos interessados em criar políticas para combater as mudanças climáticas.

“Foi muito intenso”, diz o brasileiro. “Era como criar uma startup do zero.”
É só o começo

Mal sabia ele que, durante o curso de verão da Singularity, ele redefiniria sua noção de “intenso”. Nas primeiras semanas do curso, ele assistia aulas no período entre 9h e 22h – era comum, no entanto, que algumas aulas se estendessem madrugada afora.

Todo dia Paris era apresentado a um tema novo, que poucos na sala estavam familiarizados: impressoras 3D, nanotecnologia e inteligência artificial, por exemplo, passaram a fazer parte das discussões com os colegas.

Depois de aprender sobre tecnologia, ele também ouviu especialistas sobre os principais problemas do mundo atual. “Ouvimos palestras sobre fome, educação e energia.”

O passo seguinte foi montar os grupos para desenvolver o projeto final do curso, que daria início a sua startup. Interessado em criar uma forma mais eficiente de produzir energia solar, Paris fundou junto ao indiano Gadhadar Reddy e ao espanhol Jordi Espargaro a startup ReBeam.

Eles queriam desenvolver uma tecnologia capaz de gerar energia a partir da luz solar mesmo quando o céu está nublado ou durante a madrugada. A ideia é ambiciosa: eles pretendem colocar refletores de micro-ondas em órbita no espaço.

Assim, eles poderão refletir a energia irradiada por fazendas de energia solar – grandes áreas ocupadas por placas fotovoltaicas na Terra – para locais do planeta que estiverem no escuro.

“Mandar qualquer coisa para o espaço é muito caro”, diz Paris, “mas nosso projeto quer colocar em órbita apenas um refletor feito de material muito leve.”

Entre os professores que orientaram a ReBeam na concepção do projeto está um dos engenheiros da Nasa que identificou a presença de água na Lua, em 2009.
Viabilidade

A ideia foi amplamente questionada na Singularity. Mas, depois de fundamentarem bem a proposta, a ReBeam foi escolhida como um dos cinco melhores projetos de 2016 – por isso, Paris e os colegas apresentaram a ideia na cerimônia de encerramento.

Paris pensava que a apresentação seria o ponto final de sua experiência na universidade mais inovadora do mundo, mas teve uma surpresa.

A ReBeam foi uma das dez empresas selecionadas pela Singularity para um novo programa de pré-aceleração de startups. Depois de duas semanas de férias, ele voltará ao campus da Nasa em 12 de setembro para uma nova temporada de dois meses.

“Tenho de voltar para a Alemanha em novembro, mas quero ver o quanto conseguirei avançar com a startup.”

 

Apple terá sua própria usina de energia renovável

Fonte: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,apple-esta-criando-sua-propria-usina-de-energia-renovavel,10000074144

 

Em praia de Ilhabela, energia solar agora cria ‘luxos’ como geladeira 24h

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/09/1810223-em-praia-de-ilhabela-energia-solar-agora-cria-luxos-como-geladeira-24h.shtml

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França vai transformar 1.000km de estrada em painéis solares nos próximos 5 anos

Fonte: https://adrenaline.uol.com.br/2016/01/21/39865/franca-vai-transformar-1-000km-de-estrada-em-paineis-solares-nos-proximos-5-anos

 

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A França anunciou um novo projeto em parceria com a empresa Colas que vai criar 1.000km de estradas capazes de gerar energia solar. A ideia, basicamente, é instalar células voltaicas extremamente resistentes sobre o pavimento que vão ser capazes de sustentar os carros enquanto absorvem radiação solar para gerar eletricidade.

Segundo dados do projeto, cada quilômetro de estrada vai ser capaz de abastecer 5.000 habitantes com eletricidade. O plano de conclusão dos 1.000km é de 5 anos, o que vai resultar num total de 5 milhões de franceses recebendo energia limpa sem a ocupação de nenhum espaço extra, apenas aproveitando melhor aquele já pretendido para estradas. A empresa encarregada do projeto promete ainda que as células, além de serem capazes de resistir ao tráfego, são resistentes a condições mais adversas do tempo, como neve ou chuva, sem deixar de gerar energia.

 

 

Elektsolar proferiu palestra sobre Sistemas Fotovoltaicos no SENAI em Recife

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A Elektsolar foi responsável pela palestra Análise Econômica e Comercial de Sistemas Fotovoltaicos nesta sexta-feira (09/10) no SENAI de Areias em Recife (PE).

Foram abordados tópicos sobre o recurso solar, a geração fotovoltaica e sobre os fatores que influenciam na análise sobre o retorno de investimento em um gerador fotovoltaico.

No evento, que foi aberto ao público, participaram diretores, professores e professores do SENAI, além da comunidade de Recife.

A Elektsolar está viabilizando uma parceria para ministrar os seus treinamentos neste SENAI. Em breve teremos mais informações sobre os treinamentos e datas para Recife.

 

 

 

Indústria solar eleva produção e excesso iminente ameaça preços

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(Bloomberg) — As fabricantes do setor de energia solar que atualmente estão ampliando a produção enfrentam o excesso iminente de painéis, forçando as empresas a se ajustarem ou a enfrentarem consequências desastrosas.

A Trina Solar, a Canadian Solar e a JinkoSolar Holding são algumas das fornecedoras que estão ampliando a produção em fábricas que expandirão a capacidade global em 18% neste ano, segundo a Bloomberg New Energy Finance.

As fabricantes estão mergulhadas em uma corrida para construir fábricas maiores e mais avançadas para produzir painéis mais rapidamente e de forma mais barata. Quando os painéis começarem a sair, a demanda deverá perder força, especialmente na China, onde o governo reduziu os subsídios no mês passado. Os preços estão em queda e os fornecedores estimam que as margens também sofrerão um declínio. Trata-se do mesmo padrão visto depois que o excesso global de oferta tirou dezenas de empresas do negócio cinco anos atrás.

“O excesso de oferta parece ser o normal da indústria solar”, disse Jenny Chase, analista líder do setor solar da New Energy Finance.

A indústria solar passou por um ciclo similar de boom e queda depois que a capacidade cresceu mais rapidamente do que a demanda, desencadeando um declínio de dois anos a partir do fim de 2011. O resultado foi uma onda de consolidações quando os preços despencaram e os prejuízos das fabricantes de painéis se acumularam. Os painéis baratos também ajudaram a estimular a demanda por mais energia solar e acabaram levando as sobreviventes a expandirem a produção.

Preços

“Todas essas empresas estão lutando por participação de mercado e a tendência é ampliarem cada vez mais sua capacidade”, disse Pavel Molchanov, analista da Raymond James Financial, em entrevista. “Isso acaba derrubando os preços e as margens de todos”.

A Canadian Solar, a segunda maior fabricante, está construindo uma unidade de 350 megawatts no Brasil e a JinkoSolar está expandindo a produção de uma fábrica de 450 megawatts que entrou em operação na Malásia no ano passado.

Isso ocorre em meio à desaceleração da demanda na China, maior mercado do mundo, onde o governo está reduzindo os subsídios aos parques solares autorizados após 30 de junho. Isso gerou uma onda de projetos no primeiro semestre do ano porque as desenvolvedoras somaram até 22 gigawatts antes do fim do subsídio, disse Hugh Bromley, analista da New Energy Finance. Com o subsídio mais baixo em vigor, ele espera cerca de 6 a 8 gigawatts de novos projetos solares no segundo semestre.

A Trina, maior fabricante de painéis do mundo, informou na terça-feira que as exportações cairão até 6,5% no terceiro trimestre, para 1,55 a 1,65 gigawatt. Ao mesmo tempo, a empresa aumentou a capacidade de produção em 7,1% após abrir uma fábrica de 500 megawatts na Tailândia, em março. A Yingli Green Energy Holding informou na terça-feira estimativa de queda de até 54% nas exportações no trimestre atual depois que 60% de seus painéis foram para a China no segundo trimestre.

Fonte: https://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2016/08/24/industria-solar-eleva-producao-e-excesso-iminente-ameaca-precos.htm#fotoNav=1