Brasil ultrapassa 5 mil conexões de micro e minigeração de energia

Em um ano, o número de conexões de micro e minigeração de energia teve um rápido crescimento. São 5.040 conexões em agosto, contra as 1.148 ligações registradas na ANEEL em setembro de 2015, o que representa uma potência instalada de 47.934 kW.

A fonte mais utilizada pelos consumidores-geradores é a solar com 4955 adesões, seguida da eólica com 39 instalações. Acompanhe gráfico com o número de conexões por fonte e tabela que apresenta a potência instalada desses geradores em quilowatts (kW). O estado com o maior número de micro e minigeradores é Minas Gerais (1.226 conexões), seguido de São Paulo (711) e Rio Grande do Sul (564): veja aqui.

A geração de energia pelos próprios consumidores tornou-se possível a partir da Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012. A norma estabelece as condições gerais para o acesso de micro e minigeração aos sistemas de distribuição de energia elétrica e cria o sistema de compensação de energia elétrica, que permite ao consumidor instalar pequenos geradores em sua unidade consumidora e trocar energia com a distribuidora local. A resolução 482 foi revista em novembro de 2015 e, na época, estimou-se que em 2024 mais de 1,2 milhão de consumidores passem a produzir sua própria energia, o equivalente a 4,5 gigawatts (GW) de potência instalada.

De acordo com o diretor-geral da ANEEL, Romeu Rufino, “além das vantagens para o consumidor, também são relevantes os benefícios que a Geração Distribuída traz ao sistema elétrico: redução de perdas e o custo evitado de ampliação do sistema, pois você gera junto à unidade de consumo; o aumento na segurança do abastecimento; e o ganho sob o aspecto ambiental, pois são projetos totalmente sustentáveis”, afirmou.

Como funciona?

A resolução autoriza o uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada, denominando-se microgeração distribuída a central geradora com potência instalada de até 75 quilowatts (kW) e minigeração distribuída – aquela com potência acima de 75 kW e menor ou igual a 5 MW (sendo 3 MW para a fonte hídrica), conectadas à rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras.

Quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à energia consumida naquele período, o consumidor fica com créditos que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos meses seguintes. O prazo de validade dos créditos é de 60 meses e eles podem ser usados também para abater o consumo de unidades consumidoras do mesmo titular situadas em outro local, desde que na área de atendimento de uma mesma distribuidora. Esse tipo de utilização dos créditos é chamado de “autoconsumo remoto”.

No caso de condomínios (empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras), a energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em porcentagens definidas pelos próprios consumidores. Existe ainda a figura da “geração compartilhada”, que possibilita diversos interessados se unirem em um consórcio ou em uma cooperativa, instalarem uma micro ou minigeração distribuída e utilizarem a energia gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados.

Com relação aos procedimentos necessários para conectar a micro ou minigeração distribuída à rede da distribuidora, foram instituídos formulários padrão para realização da solicitação de acesso pelo consumidor.  O prazo total para a distribuidora conectar usinas de até 75 kW, que antes era de 82 dias, foi reduzido para 34 dias. A partir de janeiro de 2017, os consumidores poderão fazer a solicitação e acompanhar o andamento de seu pedido junto à distribuidora pela internet.

A geração de energia perto do local de consumo traz uma série de vantagens, tais como redução dos gastos dos consumidores, economia dos investimentos em transmissão, redução das perdas nas redes e melhoria da qualidade do serviço de energia elétrica. A expansão da geração distribuída beneficia o consumidor-gerador, a economia do país e os demais consumidores, pois os benefícios se estendem a todo o sistema elétrico.

 

Fonte: https://www.aneel.gov.br/sala-de-imprensa-exibicao/-/asset_publisher/XGPXSqdMFHrE/content/brasil-ultrapassa-5-mil-conexoes-de-micro-e-minigeracao/656877?inheritRedirect=false&redirect=http%3A%2F%2Fwww.aneel.gov.br%2Fsala-de-imprensa-exibicao%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_XGPXSqdMFHrE%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-2%26p_p_col_count%3D2

SunPower Embraces Drones and Robots to Help Evolve Its Solar Farms

Fonte: https://fortune.com/2016/09/20/sunpower-drones-robots/

The solar panel maker is turning to computing tech to make farms as compact as possible.

Solar panel maker and farm developer SunPower is embracing the latest in computing technology to help lower the cost of its solar panel farms while minimizing the impact that the farms have on land.

The Richmond, Calif.-based company on Tuesday announced an array of new technology that it’s using to design, build, operate, and monitor big solar panel farms that are built to sell energy to utilities and large companies.

See also: How Apple Is Pushing Its Suppliers to Use Clean Energy

While solar panels on home rooftops are the most visible form of solar energy, the majority of solar panels around the world are actually installed in sprawling ground-mounted systems. Seventy percent of the solar panels that will be deployed in the U.S. this year will be in these types of solar power plants.

But these large solar farms have a drawback. They have historically required a lot of space to place the rows upon rows of panels, gear, cables and power lines. For example, one of California’s first really big solar farms, called Topaz, stretches across almost 10 square miles with 9 million solar panels.

Environmentalists have long raised concerns about protecting animals and plants that share land with solar farms. Last week, the U.S. government released its plan to allocate only 388,000 acres of California’s deserts for clean energy projects, while putting aside 6.57 million acres for conservation.

Other countries, like Japan, which have limited space and large urban populations, are slowing the growth of solar partly over concerns about land use. Gone are the days where a solar farm can be built wherever a company wants it.

SunPower’s SPWR -1.47% new system tries to make solar farms as compact as possible, while also lowering costs and speeding up construction time. The company is also hoping new ideas can enable agricultural land and solar production space to peacefully coexist.

Get Data Sheet, Fortune’s technology newsletter.

SunPower has started using drones to take aerial surveys and a 3D model of a potential solar site. Then smart software plots out various scenarios where panels should and should not be installed in order to make the new farm as low-cost and compact as possible.

SunPower says the software makes this design process 90% faster than it was before. Traditionally, it hasn’t been uncommon for solar companies to employ human surveyors to walk around a site taking notes and determining which portions of a site will be best for panels. That can take weeks and cost tens of thousands of dollars.

See also: A Jaw-Dropping World Record Solar Price Was Just Bid in Abu Dhabi

SunPower has also redesigned its solar farm gear, called trackers, which hold a panel and adjust it to face the sun as it moves across the sky. These trackers fit more solar panels on them than the standard ones do, enabling more energy to be created in a smaller space.

The company is working on ways that solar farms can share space with both crops and animals. On Tuesday, SunPower is announcing a new initiative with the University of California at Davis that will research how to integrate agriculture and solar farms. Already, in China, a SunPower solar farm was designed to allow yaks to safely graze amidst the rows of panels.

Finally, the solar giant is using robots to efficiently and quickly clean solar panels in dusty desert regions. The company says its robots can clean 10 megawatts worth of solar panels in 10 hours, using as little water as possible.

It’s not a surprise that SunPower is using computing tech to evolve its solar power plants. The industry has only been building big solar power plants for about five years, points out SunPower’s vice president of utility power plant products, Matt Campbell. “The first solar project that was greater than 10 megawatts was built the year of the iPhone,” he said.

Utilities Harnessing Bitcoin Technology for Electricity Revolution

Bitcoin technology is starting to seep into the electricity business, shaking up the way payments are managed every time a light switch is flipped.

From New York to Vienna, researchers and utilities are adapting the cloud-based ledger system used to track bitcoins as a replacement for slower administrative systems that require constant human input and multiple spreadsheets. Once set up, the database, called blockchain, automatically records individual actions within a system, formats them, and stores the results in a secure online listing available to anyone anywhere with access.

The need for such speed? Utilities are shifting away from a century-old arrangement where they monopolized both supply and distribution. Now, independent wind and solar farms are feeding into power grids in short, sometimes unpredictable intervals that require transaction systems to be more nimble and decentralized. Utilities including RWE AG in Germany and Fortum OYJ in Finland are looking to blockchain technologies to do just that.

“There’s a change in the business model on the way, and they’re trying to figure out how to participate in this new world of distributed energy,” said Lawrence Orsini, the founder of New York-based blockchain developer LO3 Energy.

Orsini said his company has been approached by 26 utilities to consult on how they could modify the way they make transactions. In addition to coping with increased volumes of renewable power, utilities want to track the use of new products from rooftop solar panels to electric-car charging.

Blockchain has already secured a beachhead in industries ranging from finance and insurance to car leasing and music streaming. It’s turned into a craze on Wall Street, with firms such as JPMorgan Chase & Co., Barclays Plc and Wells Fargo & Co. researching how to use it for trading. Energy is next on the horizon.

“I see it as complimentary to renewables,” said Michael Liebreich, chairman of Bloomberg New Energy Finance. “The old system of a few big power plants and vertically-integrated utilities didn’t really need blockchain.”

In Germany, RWE has been testing blockchain for electric-vehicle charging and on a platform where consumers can trade green energy independently of utilities.

“Our hypothesis is there will be a machine-to-machine economy in which machines carry out transactions among themselves,” said Carsten Stoecker, who heads blockchain research at RWE’s innovation hub. “Decentralized internet technologies like blockchain will become the transaction layer for this.”

Creating the space where those transactions can occur is bringing together a wide range of workers with expertise in energy, finance and information technology.

“It can be described as the exchange of goods versus money in real time,” said Juliane Schulze, who oversees business development at Vattenfall AB, the Nordic region’s biggest utility. “We have many of these transactions with our customers and internally in our company. Theoretically, these could all be put on a blockchain.”

The Vienna-based startup Grid Singularity is working on a decentralized digital platform allowing people to buy and sell energy. It expects to test its blockchain with power plants by year end, said Tobias Federico, its market design leader.

“A parallel market will develop and this energy market based on blockchain will have to establish its credibility slowly,” Federico said. “Then we’ll gradually make a transfer from the old to the new world.”

Some utilities are already preparing blockchain trials. Vattenfall plans to test it on its Powerpeers online platform, a website that lets customers buy and sell electricity without going through the utility, said Claus Wattendrup, general manager of Vattenfall Europe Innovation GmbH.

Demand Response

Fortum is also planning a pilot in the next year that may allow tests in so-called connected homes, where consumers manage appliances through internet connections.

“Blockchain might make it easier to have demand response of small loads, and it would be easier to fit more renewables such as wind and solar to the energy system,” Fortum Chief Technology Officer Heli Antila said.

The technology will need to prove itself in pilot projects within the next two years while its main areas of application will evolve, said Axel von Perfall, senior manager at PricewaterhouseCoopers AG. He expects that electricity consumers will save money from the direct contact with producers while many intermediaries like energy traders and sales companies will we be needed less or not at all.

“Blockchain doesn’t mean the end for utilities, but their role will change,” von Perfall said. “They have the chance to develop and operate the centralized platforms of the energy market of the future.”

LO3 Energy’s Orsini is weighing projects with utilities from Europe, the U.S., Australia and Africa. He sees vast potential.

“Energy is the largest use for blockchain on the planet, larger than financial services by several factors,” Orsini said. “The world runs on energy. It doesn’t run on money.”

©2016 Bloomberg News

Fonte: https://www.renewableenergyworld.com/articles/2016/09/utilities-harnessing-bitcoin-technology-for-electricity-revolution.html

Ceará terá a primeira “cidade inteligente” para populações de baixa renda no Brasil

As cidades inteligentes já são uma realidade em algumas partes do mundo, oferecendo tecnologias que auxiliam a tornar a vida mais sustentável. Porém, com custo alto, poucas pessoas têm acesso a essa experiência. No entanto, arriscando mudar este panorama, está sendo construída no Ceará  a primeira cidade inteligente voltada para pessoas de baixo poder aquisitivo.

A cidade está sendo construída no município de São Gonçalo do Amarante. Apesar de estar em solo brasileiro, a iniciativa, que recebeu o nome de Laguna Ecopark, foi proposta por duas organizações italianas, a Planet e SocialFare, em conjunto com o Centro de Empreendedorismo da Universidade de Tel Aviv – StarTAU.

captura-de-tela-2016-09-20-as-17-05-37

O espaço permitirá que pessoas de baixa renda deixem os subúrbios para viver em uma região altamente tecnológica, com Wi-Fi grátis por toda a parte, aplicativos específicos para moradores,compartilhamento de bicicletas e motos, bem como reaproveitamento de água e controle inteligente da iluminação pública. Além disso, parte da energia também será gerada através de equipamentos esportivos especiais localizados em praças da cidade.

A primeira parte do empreendimento deverá ficar pronta ainda este ano e contará com 150 casas, além de toda a estrutura de uso coletivo. Os moradores terão também a oportunidade de realizar cursos de prevenção médica, nutrição, alfabetização digital e hortas compartilhadas, visando uma melhor integração com o espaço.

Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/785219/ceara-tera-a-primeira-cidade-inteligente-para-populacoes-de-baixa-renda-no-brasil

Brasil pode receber sistema de energia solar inédito no país

Um sistema de energia solar inédito no Brasil, que está sendo estudado como alternativa às hidrelétricas, pode ser implantado no semiárido pernambucano, no município de Petrolina, a partir do ano que vem. Com a ajuda de um instituto alemão, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e a Universidade Federal do Ceará (UFC) pretendem construir um projeto-piloto na cidade para testar a tecnologia heliotérmica que, ao contrário dos equipamentos solares já usados no país, pode armanezar energia para ser usada, inclusive à noite.

A geração de energia heliotérmica usa o sol como fonte indireta de eletricidade. Ela funciona com um conjunto de captadores espelhados, distribuídos em uma área plana. Os espelhos se movimentam de acordo com a posição do sol e refletem os raios para uma torre – chamada de torre solar -, onde o calor é armazenado e transformado em energia. Ela é diferente da geração de energia solar fotovoltaica, já explorada no Brasil, que não é capaz de guardar o calor produzido.

“No caso dos fotovoltaicos, você teria que ter um sistema de baterias bem caro e complexo para operar. Com o armazenamento térmico é bem mais viável que a energia fique guardada em forma de calor para, no momento em que for necessária, ela ser acionada, inclusive à noite”, explica o professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenador do Laboratório de Energia Solar e Gás Natural da instituição, Paulo Alexandre Rocha.

A inviabilidade de armazenamento da energia produzida pelos painéis fotovoltaicos deu a esse sistema a classificação de forma secundária de energia, usada para complementar a matriz energética brasileira. “A fotovoltaica tem limite de aleatoriedade. Se não tiver sol ela para, então sempre tem que ter a hidrelétrica dando suporte como complementação. No caso da eólica, é muito similar. Se você não tem vento, precisa acionar turbinas da hidrelétrica para compensar a baixa produção. Já com o sistema de armazenamento térmico, as turbinas seriam acionadas em caso extremo”, informa o pesquisador.

As hidrelétricas, capazes de armazenar energia, são geradoras de 65% da eletricidade do país, de acordo com o Balanço Energético Nacional 2015, do Ministério de Minas e Energia. A intenção é mudar esse quadro, argumenta o assessor de Planejamento Estratégico da Chesf, Benedito Parente. “À medida que os recursos hídricos estão exíguos e deficitários, e até por uma questão de hidrologia estão com pouca água, se faz necessário que rapidamente a gente encontre outra alternativa para armazenamento de blocos de energia”.

Localizada no meio do semiárido nordestino, Petrolina foi escolhida pela intensidade solar acentuada, de acordo com Benedito Parente. “A maioria do território brasileiro tem vocação, mas o semiárido tem ainda mais”, reforça. Para ele, a energia solar heliotérmica é “uma grande esperança para a produção enérgetica do futuro, uma das mais atraentes”. O projeto terá tamanho reduzido, compatível com um projeto de pesquisa, mas a intenção da Chesf, segundo o assessor, é descobrir meios de produzir a tecnologia em larga escala.

Ar no lugar de fluidos

Outro ponto considerado inovador pelo coordenador do Laboratório de Energia Solar da UFC é uma variação no mecanismo de captação de calor da torre. Enquanto iniciativas de outras regiões do mundo operam essa etapa com sal fundido, a tecnologia escolhida pelos cientistas usa o ar. O nome do sistema é “receptor volumétrico aberto”, diz o professor Paulo Rocha.

“Com isso, a gente não se preocupa com grandes vazamentos. Em sistemas que usam sal fundido, às vezes você tem esse problema, porque está trabalhando com grandes variações de temperatura em tubulações onde passa um fluido líquido pressurizado”, explica o acadêmico.

Esse receptor é usado em uma usina heliotérmica piloto, construída na Alemanha pelo Instituto solar de Jülich (SIJ), parceira da Chesf e da UFC no desenvolvimento da torre solar de Petrolina, que deve ser semelhante ao modelo implantado na cidade alemã. A empresa alemã Kraftanlagen München GmbH fornecerá a tecnologia necessária.

Para que a ideia seja concretizada, o grupo tenta conseguir os recursos – cerca de R$ 45 milhões – com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por meio da chamada pública nº19/2015 – Desenvolvimento de Tecnologia Nacional de Geração Heliotérmica de Energia Elétrica – do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica. Segundo Benedito Parente, o prazo para receber uma resposta da agência é de até 60 dias.

Em agosto, a proposta passou por adequações a pedido da Aneel. Caso seja aprovada, começará em 2017 e será desenvolvida em 40 meses – ou três anos e meio. O estudo deve dar mais detalhes em relação ao armazenamento da energia: qual a capacidade, por quanto tempo ela pode ser “guardada”. Os autores da iniciativa também esperam descobrir a viabilidade econômica da tecnologia, ou seja, qual o custo-benefício do equipamento.

Sistema contra perda energética

O projeto de construção da torre solar não previa inicialmente a etapa de geração da energia, mas a Aneel exigiu que essa parte fosse incluída na proposta. O professor Paulo Rocha, do laboratório de Energia Solar da UFC, disse que para aproveitar a oportunidade de ganho com pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, o sistema escolhido foi o Ciclo Rankine Orgânico, que tem o potencial de reduzir perdas de calor e, consequentemente, de energia. “No Brasil, até onde a gente sabe, não existe nenhuma planta que utilize”, acrescenta.

O ORC, a sigla em inglês do equipamento, é uma alternativa ao Ciclo Rankine padrão, que opera com temperatura mais alta. “O Orgânico se mostra interessante porque opera com menor calor, então consegue se adaptar em situações corriqueiras de rejeito de energia, que ocorrem muito na indústria”, compara Rocha. “Todo sistema de geração de energia elétrica com vapor, principalmente, precisa jogar calor para fora para funcionar. Isso que a gente chama de rejeito de calor. O ciclo alternativo vai viabilizar o seu aproveitamento. De alguma forma estamos conseguindo economizar recursos”, afirma.

Segundo Parente, a previsão é de que esse bloco de produção gere energia suficiente para alimentar as próprias instalações da Chesf, com a expectativa de atender inclusive ao local onde serão desenvolvidas as pesquisas do projet- piloto. A viabilidade econômica da aplicação desse sistema também vai ser estudado no decorrer dos 40 meses de trabalho.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/pesquisa-e-inovacao/noticia/2016-09/sistema-de-energia-solar-inedito-pode-ser-instalado-em-pe-em

 

 

Empresas de energia solar vão investir R$ 600 milhões na Bahia

Duas empresas de produção de energia solar vão investir R$ 600 milhões na Bahia. O valor consta dos protocolos assinados na quarta-feira (14) pelo governador Rui Costa e por representantes da Enel Green Power e Globo Brasil.

O documento assinado com a primeira empresa é de garantia de continuidade de obras para a implantação do parque Horizonte, localizado no município de Tabocas do Brejo Velho. O projeto representa um investimento de US$ 110 milhões (R$ 366 milhões) e terá capacidade instalada de 103 MW. “A construção do Horizonte foi iniciada nesta semana”, afirmou o diretor de operações e manutenção da Enel Green Power, Nilton Moraes.

“Na Bahia, temos outras duas plantas em obras, a de Ituverava, que é a segunda maior da América Latina, com capacidade de 254 MW, e do complexo solar Lapa, com capacidade de 158 MW, em Bom Jesus da Lapa”, completou.

Uma vez concluídas, as três plantas serão capazes de gerar mais de 1,1 TWh por ano, o suficiente para atender a 545 mil lares brasileiros por ano, evitando a emissão de 649 mil toneladas de CO2 na atmosfera.

O segundo protocolo, de intenções, este assinado com a Globo Brasil, é para a implantação de uma fábrica de painéis solares em Camaçari. “A Bahia é hoje o estado que está concentrando os maiores projetos de parques fotovoltaicos do país. Acreditamos que a energia solar vai dar os mesmos passos que a fonte eólica traçou no estado, formando toda uma cadeia produtiva”, disse Manuel Flávio Coelho, gerente de produção e qualidade da empresa.

Como contrapartida, a empresa vai receber do governo isenção de ICMS para os componentes utilizados na montagem dos equipamentos. A unidade representa um investimento de R$ 244,77 milhões e vai gerar 300 empregos diretos.

Fonte: https://www.correio24horas.com.br/single-economia/noticia/empresas-de-energia-solar-vao-investir-r-600-milhoes-na-bahia/?cHash=9e3530f91d82c863be0bc2afa763e3c4

Enel inicia construção de usina solar na Bahia

A Enel, multinacional italiana de energia decidiu transformar o sol que incide principalmente no Nordeste em energia elétrica. A Enel informou que, por meio de sua subsidiária de energias renováveis Enel Green Power Brasil Participações (EGPB), iniciou a construção da usina solar Horizonte, em Tabocas do Brejo Velho, na Bahia.

O grupo Enel vai investir R$ 110 milhões em recursos próprios para a construção da usina que terá uma capacidade de instalada de 103 megawatts (MW) e, em operação, vai ter capacidade para gerar mais de 220 gigawatts/hora (GWh) por ano – o suficiente para atender o consumo de mais de 108 mil residências, com a redução de emissão de cerca de 129 mil toneladas de CO2 na atmosfera, segundo a companhia. A previsão é de a usina entrar em operação no segundo semestre de 2017.

A Enel explicou que a usina de energia solar terá contratos de 20 anos de fornecimento de energia, que preveem a venda da energia gerada por meio da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O grupo Enel informou que está construindo outros dois projetos de energia solar na Bahia: Ituverava (254 MW) e Lapa (158 MW). A usina Horizonte ficará localizado ao lado de Ituverava, o que permitirá que a EGPB otimize recursos tanto na construção quanto na operação dos dois projetos, que compartilharão a mesma infraestrutura de conexão.

A EGPB possui uma capacidade instalada total de 546 MW no Brasil, dos quais 401 MW são de energia eólica, 12 MW de energia solar fotovoltáica e 133 MW de energia hídrica. Além disso, a empresa tem 442 MW de projetos de energia eólica, 102 MW de hidrelétrica e 807 MW de energia solar em construção. O grupo Enel controla também a distribuidora de energia Ampla no Estado do Rio de janeiro.

Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/enel-inicia-construcao-de-usina-solar-na-bahia-20104105

Elektsolar inaugura centro de treinamento no Nordeste

Pará pode ser pólo de energia renovável

Fonte: https://www.diarioonline.com.br/noticias/para/noticia-379738-.html

Empresas dos segmentos de energia fotovoltaica e biomassa agora têm acesso a inéditas linhas de crédito para expansão e implantação de novos negócios. Esse recurso foi lançado, oficialmente, em julho após decisão do Conselho Deliberativo (Condel), da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Do pequeno até o grande empresário, a previsão é de que mais empreendimentos saiam do papel, melhorando a qualidade de vida da população, a partir da geração e distribuição de energia limpa, utilizando o sol abundante no Estado e os vastos recursos naturais. E também irá gerar mais emprego e renda, movimentando a economia paraense.

O Banco da Amazônia, por exemplo, por meio do FNO, está financiando até 60% dos projetos de energia renovável e disponibiliza, para o ano de 2016, o valor total de R$ 3,3 bilhões para a Região Norte, área de alcance do fundo. Os investimentos nos setores de infraestrutura, via Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) também envolvem projetos de geração de energia e podem ser acessados pelas empresas. “O setor energético é um dos que apresenta maior demanda por financiamentos, por conta dos investimentos necessários para sua implantação”, afirma o Superintendente da Sudam, Paulo Roberto Correia.

Desde 2012, esse tipo de financiamento estava vedado. Agora, a oferta é de condições especiais, com prazo para pagamento de até 20 anos, incluída a carência de até 4 anos, por se tratar de financiamento destinado a empreendimentos de infraestrutura. “A energia renovável é fundamental para o nosso desenvolvimento. São energias limpas. Esperamos que com essa liberação os projetos que estavam represados de investimentos comecem a sair”, completa Correia.

Para o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, é fundamental buscar alternativas de energia limpa, que possam aproveitar a energia paraense. “São oportunidades que se apresentam e que viabilizam novas frentes de empreendimentos”, afirma Helder. “Fico feliz de estar participando da construção de novas ações para o nosso Estado, motivando o setor empresarial e diversificando as atividades para que possam se instalar na região amazônica”.

CONDIÇÕES

Eder Silva é um microempresário paraense em Moju, onde é dono de uma pequena empresa de instalação de placas fotovoltaicas. Mais do que trabalhar com instalação, ele ambiciona ser um um distribuidor de placas e equipamentos. Para isso, precisa de recursos financeiros. Segundo ele, o potencial no estado do Pará para essa atividade é crescente. Mas faltava incentivo em linhas de crédito. “Tentei financiamentos em bancos privados, mas infelizmente não é nada fácil”, diz. Para o empresário, as linhas de financiamento abrirão caminhos para o desenvolvimento de vários projetos que dependem de boas condições para acontecer.

Biomassa pode virar produto para exportação

No Pará, além da energia solar, outra fonte geradora vem da biomassa. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biomassa e Energia Renovável e da empresa de consultoria Brasil Biomassa Celso Oliveira, o estado tem mais de 4,5 milhões de metros cúbicos de resíduos de biomassa que podem ser reaproveitados e transformados em energia para empresas. “O estado tem um grande potencial para gerar energia a partir de resíduos como madeira, bagaço de cana, açaí”, explica.

Essa geração pode abastecer o mercado interno, além de ser exportado. “Com linhas de financiamento como as oferecidas agora pelo governo via FNO, a tendência é que muitos projetos saiam do papel”, diz Celso.

A Brasil Biomassa iniciou em 2014 estudos de consultoria para produção industrial de pellets (bioenergia da madeira). O projeto da Usina Industrial de Wood Pellets, solicitado pela GF Indústria de Pellets, empresa com sede em maringá (PR), será implantado em Ananindeua, com capacidade de produção anual 72 mil toneladas e direcionada ao mercado de exportação. “O objetivo da usina é fornecer aquecimento residencial e industrial no Brasil, Estados Unidos e Europa, gerando empregos no Pará”, destaca Oliveira.

(Érica Ribeiro/Diário do Pará)

 

UEPB inicia estudo experimental para implantação de sistema solar fotovoltaico

 

A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) deu início a um estudo experimental que poderá transformar o consumo de energia elétrica em todas as suas dependências em um futuro próximo. A partir de uma parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi/Paraíba) a Instituição avaliará a possibilidade de implantação de um sistema solar fotovoltaico, que será capaz de gerar energia elétrica através da radiação solar.


Uma reunião realizada na tarde desta terça-feira (13), no Gabinete da Reitoria, em Bodocongó, entre o reitor Rangel Junior; o professor do Departamento de Física do Câmpus de Patos, Valdeci Mestre; e Newmark Carvalho, coordenador do Núcleo de Energia do Sesi, marcou a apresentação da proposta para implantação experimental dessa nova tecnologia no Câmpus VII. A escolha pela unidade localizada no Sertão deu-se por suas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do projeto.

De acordo com o reitor Rangel Junior, a partir da realização desse estudo de viabilidade e, sendo comprovada sua eficiência, será estabelecida uma política de investimento para que a partir do ano que vem esse projeto experimental possa ter início. Segundo o reitor, serão analisadas várias situações, desde o estudo do consumo de energia até o desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão voltados à tecnologia de transformação da radiação solar em energia elétrica.

“Vamos analisar todas as condições, estudar o que for referente ao consumo para servir de modelo para os outros câmpus. É preciso verificar as questões orçamentárias, para que de forma gradual possamos implantar esse sistema de energia limpa e renovável que servirá muito além do que diminuir o nosso consumo de energia elétrica. Um projeto como esse contribui no desenvolvimento da pesquisa dentro da Universidade, impulsionando a Instituição no que diz respeito ao avanço da tecnologia”, explicou Rangel Junior.

O professor do Departamento de Física do Câmpus de Patos, Valdeci Mestre, afirmou que o desenvolvimento de um estudo como esse trará inúmeros fatores positivos para a UEPB. Pesquisador do sistema solar fotovoltaico, ele destacou que com essa tecnologia a Universidade sairá mais uma vez na frente de outras instituições educacionais que investem em tecnologia de ponta. “Um projeto como esse é um estímulo para professores e alunos ampliarem ainda mais seus conhecimentos na área de tecnologia, além de estarmos contribuindo para o consumo consciente por utilizar um sistema de energia renovável”, disse.

Um dos responsáveis por iniciar o estudo experimental no Câmpus VII da UEPB, Newmark Carvalho destacou a grandeza do projeto e suas contribuições econômica, ecológica e acadêmica. “Esse projeto traz um impacto muito positivo para a UEPB. Ele abre linhas de pesquisa, já que podemos ter até 630 painéis de energia solar instalados no local e com a possibilidade de gerar energia elétrica por pelo menos 25 anos. Isso remete diretamente na redução de consumo atual e o uso de uma tecnologia livre de poluentes”, frisou.

 

 

Fonte: https://atarde.uol.com.br/economia/noticias/1782329-estado-da-bahia-se-destaca-em-leilao-de-energia-solar